Destaques
Eleito presidente da República, Lula vai governar país dividido
Petista derrotou Jair Bolsonaro neste domingo (30) no segundo turno e assumirá governo federal em 1º de janeiro
Quando tomar posse, em 1º de janeiro, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai encontrar um país dividido. O resultado do segundo turno revelou em números a polarização política do Brasil: dos 118.550.997 eleitores que votaram neste domingo, praticamente a metade rejeitou um ou outro candidato. Com quase 100% das urnas apuradas, Lula tinha 50,9% dos votos, contra 49,1% de Bolsonaro — a menor diferença em uma disputa presidencial.
Os números refletem a alta rejeição dos dois candidatos, apontada por todos os levantamentos prévios de intenção de votos. Além disso, 5.700.440 eleitores decidiram anular ou votar em branco e, portanto, não escolheram nenhum dos dois candidatos. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 32.201.424 nem sequer compareceram às urnas neste domingo.
Lula enfrentará um Congresso Nacional que reflete polarização e que deve oferecer resistência pelo número de parlamentares eleitos de direita e centro-direita. Os dois deputados federais eleitos mais votados também indicam a divisão do eleitorado: Nikolas Ferreira (PL-MG), apoiador de Jair Bolsonaro, e Guilherme Boulos (PSOL-SP), aliado de Lula, tiveram as maiores votações — 1,49 milhão de votos e 1 milhão, respectivamente.
O cenário vai refletir diretamente na atuação política de Lula à frente do Palácio do Planalto. A governabilidade será diferente dos anos anteriores ocupados por Lula no Executivo. Não bastasse a polarização no Congresso Nacional, os números das urnas mostram que os brasileiros seguirão pressionando o presidente.
Lula deve ter dificuldades já no início do governo para aprovar projetos na área econômica, lidar com a alta rejeição da população e negociar com o Parlamento.
Congresso Nacional
A maioria dos 513 deputados federais e dos 81 (foram 27) senadores eleitos está politicamente alinhada ao centro e à direita.
O PL, partido do atual presidente, Jair Bolsonaro, elegeu a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. A sigla deve ter 99 deputados federais e 13 senadores a partir do ano que vem.
O advogado e analista político Isaac Simas entende que o Congresso terá um contingente muito maior de parlamentares que se elegeram ou se consolidaram no bolsonarismo. “Diferentemente do ‘centrão’ original, esses congressistas com posicionamento político definido [efetivamente de direita] não vão aderir a pautas governistas facilmente.”
“O PT, pela primeira vez, vai conhecer uma oposição de verdade, que será infinitamente mais atuante do que o PSDB foi nos governos Lula e Dilma. Apesar disso, acredito que os membros mais neutros e históricos do ‘centrão’ irão ceder e compor o governo, como fazem desde o início da redemocratização”, afirma o pesquisador.
“Ao fim, teremos uma dificuldade maior na governabilidade, principalmente por conta da polarização existente, que impedirá essa composição inicial.” Simas diz, entretanto, que esse grupo pode acabar apoiando algumas pautas governistas, apesar de ter potencial de causar “tumulto” na apreciação de projetos do Executivo. “Ainda haverá essa dissidência que sempre será contra o governo; apesar de minoritária dentro do centrão, criará bastante tumulto para as pautas governistas.”
Nauê de Azevedo, advogado e cientista político, afirma que “o que vai definir se Lula vai ter dificuldade ou não de governabilidade é a relação que ele vai estabelecer com parlamentares-chave que estarão na Câmara e no Senado. Na Câmara, destaco muito o relacionamento que ele vai precisar ter com Arthur Lira [atual presidente da casa legislativa], que hoje é um quadro muito poderoso lá dentro”.
“O Congresso pode estar mais à direita, tem perfis mais ‘estridentes’, mas não apresenta uma diferença extrema a ponto de dificultar ou impossibilitar completamente o diálogo de Lula. Mas, é claro, ele vai precisar ser muito objetivo, além de pensar e construir pautas de consenso para que o Congresso não atrapalhe o seu governo e não se torne um adversário de seu governo”, afirma o professor.
Em entrevista em 14 de outubro, Bolsonaro disse que Lula não teria governabilidade caso fosse eleito. “Na Câmara, são uns 300 parlamentares mais à direita, que vão estar afinados e vão votar propostas que nós já discutimos”, afirmou.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), havia dito em 6 de outubro que o Congresso eleito seria para dar “continuidade ao governo Bolsonaro”. “Deixou uma mensagem muito forte para todos os brasileiros, da tendência do encaminhamento que a população quer para os próximos quatro anos: um Congresso de centro-direita, reformador e conservador, dando norte para o caminho que já está asfaltado”, afirmou.
Neste domingo, após a eleição de Lula, ele afirmou que “a vontade da maioria manifestada nas urnas jamais deverá ser contestada”.
No pronunciamento, o parlamentar disse que “as urnas já haviam falado em 2 de outubro passado [no primeiro turno], quando apontou que quer um Brasil no caminho das reformas, de um Estado menor e mais eficiente. Esse recado foi dado e deverá ser levado a sério”.
Confira a composição partidária para Câmara para o próximo ano:
Destaques
Prefeitura de Maricá realiza mudanças nas secretarias de Trabalho e Comunicação Social
Exonerações e novas nomeações foram publicadas no Jornal Oficial do município
📅 Sexta-feira, 14 de novembro de 2025
A Prefeitura de Maricá anunciou nesta semana mudanças em duas secretarias municipais. O prefeito Washington Quaquá (PT) exonerou as titulares das pastas de Trabalho e Renda e de Comunicação Social. As alterações foram publicadas no Jornal Oficial de Maricá, na quinta-feira (12/11).
Na Secretaria de Trabalho e Renda, Rosana Horta deixou o cargo após realizar um trabalho considerado de destaque à frente da pasta. Segundo informações, a exoneração ocorreu a pedido da própria secretária, por motivos pessoais.
Em seu lugar, assume Thiago dos Santos Monteiro, conhecido como Brodão, que já integrava a equipe e agora passa a comandar oficialmente a secretaria.
Já na Secretaria de Comunicação Social, Danielle Ferreira foi substituída por Keffin Gracher, sociólogo e jornalista que já atuava como subsecretário da pasta e agora assume a titularidade.
As mudanças, embora oficiais nesta semana, já eram esperadas nos bastidores da administração municipal. Desde o início do governo, o prefeito Quaquá vem promovendo ajustes em cargos estratégicos.
Entre as alterações anteriores estão as trocas na Secretaria de Educação, com a saída de Márcio Jardim e a nomeação de Rodrigo Moura, e na presidência da Somar, onde Francisco Lameira deu lugar a Paulo Guilherme Lopes de Araújo (Paulinho).
Na Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), o ex-presidente Hamilton Lacerda também foi substituído por Celso Pansera.
As mudanças reforçam a reestruturação administrativa em curso, que tem como objetivo otimizar a gestão e fortalecer o trabalho das secretarias em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do município.
Destaques
Maricá lança aplicativo para divulgação e contratação de cantores e bandas da cidade
Plataforma “Pratas da Casa” amplia visibilidade e facilita acesso às agendas de shows
📅 Quarta-feira, 12 de novembro de 2025
📸 Foto: Elsson Campos
A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, lançou nesta terça-feira (11/11), no Centro, o aplicativo “Pratas da Casa”, uma plataforma digital voltada para a divulgação e contratação dos artistas do município. O app destaca os estilos musicais de cada cantor e banda, além de informar os locais e datas de suas apresentações.
O objetivo é ampliar a visibilidade dos artistas locais, valorizar o trabalho cultural da cidade e facilitar o acesso às agendas de shows, fortalecendo o cenário artístico maricaense. O evento de lançamento reuniu centenas de músicos, bandas e convidados.
O secretário de Turismo, Comércio, Indústria e Mercado Interno, José Alexandre Almeida, destacou os benefícios da iniciativa para o desenvolvimento cultural da cidade:
“Este aplicativo vai aumentar a visibilidade e o alcance desses artistas. Eles produzem um trabalho belíssimo no município, que precisa ser visto e reconhecido também fora de Maricá. Será um benefício tanto para eles quanto para o público que os acompanha.”
A solenidade contou ainda com a presença do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Celso Pansera; do presidente da Maricá, Arte, Roteiro e Experiências (Maré), Antônio Grassi; da vereadora Adriana Costa; e da deputada federal Zeidan.
Tecnologia gratuita e acessível
A plataforma “Pratas da Casa” estará disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos em breve. O sistema permitirá que o público pesquise artistas por gênero musical, conheça suas trajetórias e até realize contratações diretas para apresentações.
A cantora Jô Borges, uma das artistas participantes, comemorou o lançamento e destacou o impacto positivo da ferramenta:
“Maricá tem diversos artistas com anos de carreira que não ganham visibilidade fora do município. O lançamento desta plataforma é uma forma de valorizar nosso trabalho. Ela vai impulsionar nossas carreiras e promover nosso talento para quem ainda não nos conhece.”
Já a artista Roberta Tilio reforçou a importância da iniciativa:
“É uma ferramenta que veio para agregar às nossas carreiras. É uma conquista para os músicos de Maricá.”
Com o lançamento do “Pratas da Casa”, Maricá reafirma seu compromisso com a valorização da cultura local, o incentivo à economia criativa e o uso da tecnologia como ferramenta de inclusão e reconhecimento dos talentos da cidade.
Destaques
Projeto de lei propõe linha de crédito no Banco Mumbuca para pessoas com deficiência em Maricá
Projeto de lei propõe linha de crédito no Banco Mumbuca para pessoas com deficiência em Maricá
A Câmara Municipal de Maricá analisou, nesta quinta-feira (21/08), um projeto de lei que prevê a criação de uma linha de crédito especial no Banco Mumbuca, destinada exclusivamente a pessoas com deficiência (PcDs).
O objetivo é facilitar a aquisição de equipamentos de tecnologia assistiva, como cadeiras de rodas motorizadas, aparelhos auditivos, softwares de acessibilidade, entre outros recursos essenciais para ampliar a autonomia e a inclusão social.
De autoria do vereador Robson Dutra, a proposta estabelece que os financiamentos terão condições diferenciadas, adequadas à realidade desse público que enfrenta barreiras físicas e financeiras.
“Não podemos falar de inclusão sem pensar em acessibilidade real. Muitas vezes, o que separa uma pessoa com deficiência da plena participação na sociedade é o acesso a um equipamento adequado. Essa linha de crédito vem para preencher essa lacuna”, afirmou Dutra durante a apresentação do projeto.
O Banco Mumbuca, que já administra a moeda social utilizada em programas como a Renda Básica de Cidadania, será o responsável pela linha de financiamento, reforçando seu papel como banco comunitário voltado para políticas sociais.
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